quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Young People's Emigration

Hey Dreamers!

Após estar há 7 meses e meia dúzia de dias fora do meu país começo a apagar da memória aquela coisa toda do horror que todos os jovens dizem que é emigrar.
Li há pouco no Facebook de uma amiga minha, a Leonor Machado, um texto que resume aquilo de que me tenho vindo a aperceber em relação à emigração jovem e resolvi expressar a minha opinião sobre a dita "temática horrorosa".


Não quero, com o restante texto, ofender ninguém porque também sou portuguesa e também sou emigrante...é apenas uma questão de mentalidade!

Primeiramente os jovens e os pais dos jovens têm de tirar da cabeça essa mentalidade portuguesa bem pequenina do patriotismo arcaico que ficou preso lá nas alturas do senhor Luís de Camões.
Vida de emigrante nunca foi fácil, contudo está MUITO facilitada.
Não pensem vocês que também não me passaram mundos e fundos pela cabeça. Também cheguei a virar-me para os meus avós e dizer (em resposta ao facto do meu avô ter ficado não sei quantos anos fora do país por ter ido voluntariamente obrigado para o Ultramar): "Epa 'vó eu é que sei o que é que eu vou sentir. Isto é tudo diferente mas tudo igual porque as saudades também existem"
Tanga!
Óbvio que existem saudades mas tudo se tornou muito mais fácil com as tecnologias e eu, por exemplo, falo com eles todos os dias.

Enfim...
Passando à frente porque já perceberam a ideia.


Esta "nova vaga" de emigração faz-me rir. 
A sério! Tem alguma piada. Senão vejamos:
Farto-me de ouvir a malta a dizer e a escrever por aqui e por ali que têm saudades da comida portuguesa, de isto e daquilo.

Agora a sério. Encontram lombo de porco em qualquer lado e meia dúzia de batatas para fazerem um assado português.
Saudades do cozido à portuguesa e dos pastéis de nata...

Poupem-me!
Então não vai tudo saber muito melhor passados uns meses ou uns anos, quando voltarmos e enchermos o "bandulho" com essas coisas todas? 

Será que não se irá ter uma satisfação bem maior ao comer todas as nossas iguarias novamente? 
Claro que sim. 
Pelo menos a mim vai porque para comer tenho dois olhos!
Mas, o que mais tem piada é ver os recém formados a não se querem sujeitar (e só estou a falar por conhecer). Conheço algumas pessoas formadas que querem é arranjar trabalho e ambientarem-se à língua e depois sim, tentarem dar o salto dentro da área deles. Depois também há aqueles que têm sorte e é sempre a abrir e aí claro que lhes reconheço o esforço.


O que realmente acho é que muito pouca gente, hoje em dia, tem o estofo que é preciso para emigrar.

1. VONTADE de mudar
2. A DETERMINAÇÃO move mundos e fundos
3. QUERER ter uma vida melhor em todos os aspectos

4. GANHAR DINHEIRO para se poder comprar o que se quiser
5. O contacto com outras pessoas, outras culturas, outras realidades

6. EXPANDIR e abrir novos horizontes

(Se tentaram tudo o que escrevi acima e não resultou pensem em dinheiro, que esse pelo menos move o mundo - ainda!)

Também não vou ser hipócrita e dizer-vos que são tudo rosas e unicórnios fora do nosso país mas vou estar a lamentar-me de quê? 
Ordenados miseráveis?
Cortes a torto e a direito nas pensões?
Estar constantemente preocupada que se não vender x numa semana e se lhes der na cabeça me mandam para a rua esquecendo os meses/anos e vendas acima da média que dediquei/dei à empresa?

E esta lista seria mais longa mas vocês sabem bem o que se está a passar no momento.

Foquei apenas alguns pontos que eu acho fundamentais para uma pessoa se conseguir aguentar longe de quem gosta. Neste momento só tenho saudades dos meus avós, dos meus animais e dos meus amigos porque também sou humana e tenho sentimentos.
O resto é "palha" para encher.

O Português, em geral, tem uma mentalidade de coitadinho, cabeça pequena, não gosta de sair da sua zona de conforto (eu também não gosto mas como dizia o outro "o tem que ser tem muita força"), vive preso a coisas físicas já quase tão velhas como a ditadura, gosta de se queixar e postar no facebook a indignação, quando muita gente na realidade vai para as manifestações para faltar às aulas.
Minha gente, lembrem-se que não são as coisas materiais que guardam memórias de coisas boas ou más, são os nossos cérebros e que para existir uma mudança é preciso muito e principalmente querer. Eu sei que não se mudam as coisas do dia para a noite (quem me dera) mas li algures "Sê tu a mudança que gostavas de ver no mundo".





Recordo-me agora vivamente de uma frase dita por uma grande amiga minha, a Gaby: "Pensamentos positivos atraem coisas positivas" - aqui a pessoa (eu) nunca foi positiva mas quase desde que cheguei comecei a aperceber-me que é verdade. 
Não deu hoje, não faz mal porque aprendi X  - amanhã é um novo dia e já dizia a minha avó que a almofada é a melhor conselheira!

Don't forget to LIVE!
xoxo



2 comentários:

Leo disse...

Aww, amazing! Gostei mesmo baby ;) keep writing*

O Cuska disse...

Antes demais agradeço o testemunho sincero de alguém cá "de dentro" que está "lá fora", dizendo o que pensa "sem rodeios" o que estão "cá dentro" com medo dos que é ir "lá para fora".

De facto estamos tão focados em criticar, para servir como desculpas para esconder e não nos avaliarmos a nós próprios. Assim acabamos em trazer apenas "pensamentos negativos".

Mais curioso ainda é que quando falamos em coisas positivas, os receptores falam mais alto (e mais rápido) ainda para mostrar que também coisas "ainda mais positivas" para não ficar mal perante o 1º emissor.

Se analisarmos as coisas friamente, pensamos que estamos a "pensar positivamente" mas de facto não o estamos.

Então se falamos de uma coisa muito positiva, que o poderá ajudar em muito, o receptor pura e simplesmente não acredita e vai apontar os lados negativos.

Entramos numa espiral negativa global, com vários pensamentos positivos instantaneos